O salva-vidas aqui reproduzido era movido a remos. A proa e a ré, que em linguagem dos homens do mar chamam “castelos”, são caixas-de-ar, como igualmente o são as bordas da embarcação. Destinam-se a manter o barco à tona no caso dele se “virar” na agitação das águas. A massa branca que se vê por fora da proa, funciona como pára-choques destinado a absorver o impacto dum encontro violento que acidentalmente se dê. Chama-se “molhelha” e é feita normalmente de corda velha envolvendo borracha ou cortiça. Esse antigo barco media entre 8 a 9 metros de comprimento e cerca de 2,5 metros de boca, isto é, largura a meio da embarcação. A tripulação era constituída por 10 a 12 homens, sendo um deles o Patrão, e um outro o proeiro tinha por missão lançar a bóia de salvação aos náufragos a socorrer. Normalmente era uma pessoa com prática e destreza necessárias para situações de grande emergência como aquela.